Padre Claro do Amaral

21/02/2018 às 09:24:00
Local: Alto Alegre

OS SINOS DOBRAVAM CLARO

Naquele São Paulo antigo de 1901, em várias manhãs de maio e junho nos campanários de diversas igrejas os sinos multiplicavam-se afinados, gemendo na mesma sintonia, invocando as vibrações pela passagem de uma alma em busca das divinas alturas.


A família paulistana se reunia nos templos católicos em ofício fúnebre por intenção de um padre catequista, vítima da selvageria do último reduto bárbaro da raça “Kaingangues”.
Esse religioso por quem dobravam os sinos era Claro Monteiro do Amaral, um talentoso sacerdote e missionário catequista.


Homem de vocação, predestinado ao sacrifício e nobre filho de Pindamonhangaba.
O gemer dos carrilhões marcava também a agonia de um povo bárbaro, infeliz e desassossegado, nação selvagem, que sobreviveu inquestionável por mais de quatrocentos anos de vida miserável e tormentosa pela força da audácia e indomável temperamento.


O martírio do novo apóstolo das selvas selava o destino final ás margens escuras e sinuosas do rio Feio, bairro da serrinha município de Alto Alegre no dia 09 de maio de 1901, numa tarde silenciosa e sombria na tentativa de contato com os selvagens.

Chacinado pelos bugres morria o catequista e morria com ele a catequese em terras bandeirantes.

Padre Claro Monteiro do Amaral

1º Vigário de Aparecida

1.861 - 1.901

Seu túmulo pode ser visitado no bairro da serrinha com o apoio da equipe de Ecoturismo de Alto Alegre.

Atualmente, os kaigangues ocupam aproximadamente 300 áreas reduzidas distribuídas sobre seus antigos territórios, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sua população é de aproximadamente 34 mil pessoas.

Em São Paulo localizam-se nas Aldeias de Vanuire em Tupã e Icatú em Braúna.

Escrito por: Melchor Simão de Queiroz

Fontes: Rede de informações (Internet) e Livro “Padre Claro Monteiro do Amaral”    


Fonte: Melchor Simão de Queiroz